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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Você nunca quis meus olhos nos seus

Olá pessoal! Faz muito tempo que não posto nada aqui. É a vida...
Uma correria só. Entre vários momentos de transição, que passei e tenho passado, cá estou com uma publicação nova.
Na verdade não fui eu quem escreveu. Foi um poeta que descobri no Instagram e desde então não consigo parar de repostar e compartilhar os trabalhos dele nas minhas redes sociais (e aqui não poderia ser diferente. Haha)
Fala sobre desencontros... Apesar do texto ser bem diferente dos que eu vinha postando aqui a essência do blog continua a mesma. Hoje eu só quis compartilhar algo diferente.
Espero que gostem! ;)    (Raquel)

Você Nunca Quis Meus Olhos Nos Seus


Passávamos horas conversando pelo whatsapp, madrugadas inteiras, conversas profundas, derramamento de humanidade, você me mandava as suas músicas favoritas, eu te enviava trechos de livros.
Confesso que ficava olhando para o celular de 5 em 5 minutos para ver se tinha alguma mensagem sua e você não imagina a minha cara de bobo quando via a esperada notificação, qualquer mensagem sua era uma festa pra mim (até um emoticon ridículo).
Tudo era tão empolgante, tão novo, era humanidade pura, comecei conhecer o seu lado de dentro, seus medos, sonhos e tudo aquilo que te traz pequenas felicidades me senti íntimo. Naveguei pelas suas redes sociais, conheci seus melhores amigos, os lugares que você mais gosta, até o seu café favorito. Me flagrei imaginando futuro.
Mas, o tempo começou a passar e eu não sabia responder a seguinte pergunta: “Por que a gente não se encontra”? Moramos na mesma cidade. Estávamos separados por alguns míseros quilômetros, mas você nunca tinha tempo, sempre trabalhando até tarde e nos fins de semana sempre existia alguma viagem ou compromisso inadiável. Fui percebendo pouco a pouco que você só precisava de um travesseiro, alguém para você conversar antes de dormir, alguém que iria acolher o seu choro, mas que não entraria nos seus sonhos.
A conversa foi esfriando, ficando cada vez mais monossilábica como se o tempo fosse comendo as nossas palavras. Tudo foi ficando cada vez mais distante, pois a verdade é que você nunca me quis perto, nunca quis meus olhos nos seus, nunca quis minha voz e nem o meu corpo.
Você nunca me conheceu.

É triste, mas a conexão apesar de ser boa, nunca foi real.

Zack Magiezi

domingo, 11 de maio de 2014

Mãe, só tem uma

Hoje é o Dia das Mães!
Já cantei não só pra minha mas pra algumas mães hoje. Fiz parte da programação especial por esse dia lá na igreja.
Foi difícil, porque ao mesmo tempo que queria homenageá-la as lágrimas queriam sair, mas consegui dar conta do recado e deixei o choro pro final. rs'
Hoje tenho um textinho pro dia de hoje. E ele me foi indicado pela minha mãe.
Conforme fui lendo me identifiquei, acho que todos nós, os filhos, se encaixam dentro de alguma situação descrita pela autora.
Às mães que lerão ou estão lendo este post desejo um Feliz Dia! Que nós filhos possamos lhes homenagear todos os dias com nossa postura e atitudes. 
Espero que todos vocês gostem! ;D (Raquel)

Mãe, só tem uma


"Mãe!", grita a voz de menina na loja movimentada. Viro-me naquela direção e o mesmo fazem várias outras mulheres. Não importa que eu esteja sozinha na loja e minhas duas filhas sejam bem mais velhas do que a dona daquela voz indefesa. Quando escuto"mãe!" fico pronta para agir, para salvar.
Claro, todos falam primeiro "papá", mas nós mulheres sabemos que é só porque as bocas pequeninas ainda não conseguem alcançar a maravilha  redonda da palavras mãe.Nessas três letras, muito é dito. Como o esperanto, mãe tem significado universal.
"Mãe...mãe." O som é uma trilha de névoa no meu sono. Jéssica deixou cair o ursinho de pelúcia; o cobertor está fora de seu alcance. Vou ao quarto dela, aos tropeços, ponho o seu ursinho a seu lado, ajeito o cobertor, debruço-me no berço, beijo-a e murmuro o  meu amor. De olhos fechados, volto para a cama. Nem preciso acender a luz - conheço bem o caminho.
"Mãe" é palavra que me atinge depois que saio da melhor creche da cidade. Todas as professoras têm diploma universitário e são mestras em gentileza. As salas são claras, as crianças variadas, os grupos pequenos e o conteúdo educacional é estimulante. No entanto, ao sair daquele lugar, algo em meu coração está gemendo.
Chegando ao escritório, ligo para lá, imaginando ouvir seus gritos ao fundo.
- Jéssica parou de chorar assim que a senhora saiu - conta a professora.
Mãe é palavra definida no dicionário como "mulher que deu à luz um ou mais filhos". Entretanto, no correr dos anos - Jéssica, a primogênita, e Sarah, que chegou quatro anos depois - têm usado a palavra com significado muito maior.
Aos 4 anos, quando Sarah grita "Manhê!", sei que ela abotoou a blusa errado ou o fecho ecler enguiçou. Jéssica, aos 7 anos, grita "mããee!" em tom de acusação. Não consegue encontrar o outro pé de meia. Seu estilo muda à medida que fica mais velha. Aprende a ritmar a palavra, a pronunciá-la suavemente: "Pode fazer o favor de passar a ferro vestido amarelo?".
Sarah, aos 13 anos, diz seus "mães" com veemência. Quando já está atrasada para o colégio, "mãe" quer dizer: "Estou louca para ter roupas novas. Não posso acreditar que tenho existido nesses trapos!".
Jéssica, na idade em que começa a ir ao colégio dirigindo o carro, ainda fala "mãe" quando as roupas estão sujas, amassadas ou sem graça. Só que agora "mãe" significa: " Por favor, pode me emprestar sua blusa de seda nova?".
- Mãe?
Sarah está com quase 17 anos e raramente bate à minha porta de manhã. Mas reconheço que sua voz está vulnerável.
- Quer que ajude a digitar o trabalho? - pergunto, tonta de sono.
Ela faz que sim, e rompe em prantos.
- John está uma fúria comigo e não sei por quê. Não quer falar comigo...
Eu a abraço. Faço chá, dou-lhe uma caixa de lenços de papel e espero que ela fale. Uma parte de meu ser quer proteger minha filha das feras crueis que a fazem chorar, mas outra parte sabe que ela ganha forças nessa luta.
- Mãe, o que devo fazer?
O apelo penetra em meu coração como uma flecha. Queria que a resposta ainda fosse simples. Desejava poder encontrar o pé de meia, emprestar a blusa e acabar como heroína.
No momento tenho meus problemas. Estou exausta. Sinto o esgotamento de ser responsável por mim e por minhas filhas. Estou cansada. Converso com amigas e elas se mostram compreensivas. Converso com meu irmão e ele tenta resolver os problemas. Preciso mais do que isso.
Então, disco o número que antes ligava da faculdade, depois do meu trailer no Alabama, do duplex na Alemanha e de uma série de casas pelo Meio- Oeste.
- Alô? - A voz está falha, insegura.
Já passou por tantos acontecimentos que desconfia de mais um golpe.
- Mãe? - digo.
- Benzinho, você está bem? - pergunta mamãe.
Não sei por que, aquilo era tudo o que eu desejava ouvir.

(Deborah Shouse)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Balada Para Rachel

Hoje é um dia especial. Hoje é meu aniversário! (:
Bem, há umas semanas atrás eu estava um tanto nostálgica e quis ver fotos antigas e mexendo nas coisas aqui em casa me deparei com o meu 'álbum do bebê' (sim, eu também tive/tenho um álbum desses).
Mas o que me chamou mais a atenção é que bem no início me deparei com uma poesia feita à Rachel. E o que me chamou a atenção foi a data dela, 1977. Nasci 16 anos depois que ela foi feita. 
Como achei fofa, resolvi compartilhar com vocês. ;)
(E Feliz Aniversário pra mim!! Haha)

Balada Para Rachel



Filha, escuta:
Sê como o cheiroso sândalo
Que perfuma até o machado
Que o corta, nas mãos do vândalo!
Sê como a faia imponente
Que não nega a amena sombra
Ao lenhador inclemente
Que a derruba!

Sim, querida,
Segue o exemplo de humildade
Da pequenina violeta
Que, formosa e sem vaidade,
Envolta em perfumes e cores,
Dá de si encanto e graça,
Tão modesta entre outras flores
Escondida!

Meu amor,
Foi Deus quem te fez formosa,
E almeja ver-te perfeita,
Sempre meiga e mui bondosa,
Crente sincera em Jesus!
Recebe, pois, Rachelzinha,
A graça, a benção e a luz
Do Senhor...
(Rev. Oswaldo Ramos)

Voz Missionária - 3º Trimestre/77

*Agradeço o amor dos meus pais e amigos ao longo dessa jornada! ;) #22

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Revolução da Alma

Tem um tempinho que não atualizo o blog né?
Ando um tantinho atarefada com novos cursos. E por falar neles...
Na aula de ontem minha professora nos passou um texto reflexivo, que me chamou a atenção e que compartilho com vocês.
Analisem e reflitam! ;D (Raquel)

Revolução da Alma



Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para seus desejos mais íntimos e busque força dentro de você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.

Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é o reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está pronto para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.

Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, inclusive a dor.

Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Se você anda repetindo muito: "eu preciso tanto de você" ou, "você é a razão da minha vida" - cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente.
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.
Pense nisso!
SEJA Feliz!

(Aristóteles)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Só Mais Um Conto...

Comecei 2014 bem açucarada.
Eu poderia colocar uma mensagem desejando as melhores coisas a todos aqui. 
Mas... encontrei um conto na internet e me derreti. (Novidade! rs')
Aos açucarados e aos nem tantos, mais um conto de amor.
Espero que vocês gostem, se encantem e não percam a esperança no amor. (Raquel)

Só Mais Um Conto...


"Já fazia algum tempo que ele a observava de longe, seu jeito, seus modos, tudo nela o agradava perfeitamente e ele sentia a sua retribuição, mesmo que discreta. Decidiu naquele dia que revelaria seu sentimento pra ela, descobriu onde ela morava, e durante a tarde preparou-se com zelo, passou um excelente perfume e desceu a floricultura, comprou as flores que mais achou parecida com ela, ele estava ansioso, mas não tinha dúvida. Havia orado e pedido a Deus guiasse sua decisão por longos dias e cá estava ele.

Tocou a campanhia e esperou que ela abrisse a porta, foram os 5 segundos mais longos de sua vida.

“Agora Deus me dê forças” - sussurrou ele, quando ouviu a doce voz dela dizendo: “Pois não?” Ele meio que trêmulo parou um segundo e disse: “- Bem, já faz algum tempo que venho te observando, eu havia guardado meu coração, para uma moça que pudesse merecê-lo de verdade, eu bem… não sei como dizer… bem… acho que essa moça é você.” Ele entregou as flores nas mãos dela, e a viu baixar a cabeça e não pronunciar nenhuma palavra.

Por um momento ele sentiu raiva de si mesmo, como fora tolo! Fazer tudo aquilo, vir a casa dela e dizer que lhe dava seu coração? e agora ela nem o tratara com um mínimo de dignidade, podia dizer apenas que não tinha interesse nele, e ele iria embora, mas fazê-lo de palhaço, isso não! 
Ele deu um passo para traz o suficiente para ver ela levantar o rosto e perceber que uma lágrima escorria dos seus olhos. Ela correu ao seu encontro, o abraçou e disse:
“- Eu fiz uma oração e pedi a Deus que se você fosse d'Ele pra mim, que você viesse até aqui na minha casa com as minhas flores preferidas, rosas brancas, e aqui está você, hoje, com rosas brancas!" 

Talinny Lacerda

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Ano Que Termina...

Bem...
Esse ano fiquei um tanto em falta aqui. Foi um ano corrido e produtivo. Sou a grata a Deus e a todos que fizeram meu 2013 ser doce! ;D
Quis fazer um post tão bonito quanto o que fiz no dia 31/12 do ano passado e... não rolou. Hahaha (Inspiração cadê você, sua linda?)
Mas achei um comentário de uma escritora que gosto e que diz exatamente o que sinto.
Que 2014 possa ser tão bom ou melhor que 2013! (Raquel)

O Ano Que Termina...



"Daqui a pouco o ano termina. Com a ida dele, chega a expectativa. O desejo de fazer diferente, a vontade de modificar o que não está legal, a ânsia de crescer e abraçar todos os planos do mundo. Finais de ano servem de balanço, de balança. A gente vai e vem, o pensamento viaja, o coração faz retrospectiva, a memória guarda o que foi bom e tenta passar a perna na parte amarga."

(Clarissa Corrêa)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Repare Bem, É a Primavera!

Estava com vontade de postar a poesia de hoje no dia 23 de setembro, que é o dia em que a primavera começa.
Mas precisei achar o livro primeiro, em meio a tantos... encontrei! (rs')
Ganhei o livro 'Ninguém Reparou na Primavera' quando pequena. Me encantei pelos desenhos e poesias.. Que foram escritas pela autora Maria Lúcia Godoy quando criança.
Espero que vocês gostem! E aproveitem a primavera! *--* (Raquel)

Repare Bem, É a Primavera!


Acordei cedo e logo senti um cheiro bom no ar da manhã.
- Mãe, que cheirinho bom é esse?
Minha mãe me chamou para a janela do quarto que dava para o quintal e disse:
- Olhe só!
Olhei. Que maravilha!
Do lado esquerdo do quintal, havia uma grande árvore parecendo um sol. Era um ipê amarelo carregado de flores. 
Do outro lado, um limoeiro perfumava tudo com seus botõezinhos de flores entreabertas.
Havia borboletas malucas dançando no ar, e vi também um colibri com o biquinho comprido.
Sobre a rosa aberta, suas asinhas tremiam. Minha mãe disse:
- Repare bem, é a primavera!

Maria Lúcia Godoy