Páginas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cultura e Sabedoria

No final de semana passado fui à Conservatória.
É uma cidadezinha aconchegante e com história. (Vale a pena ir lá)
E passando por uma das lojas vi um ateliê que me chamou a atenção, não só pela decoração, como também por belos quadros e poesia.
Comprei o livro do poeta da cidade. E uma das poesias que me chamou a atenção, vou compartilhar com vocês.
Espero que gostem! #Reflitam (Raquel)

Cultura e Sabedoria



Cultura
é ensinar ao menino a ler e a escrever palavras
Sabedoria 
é ensinar-lhe a vivenciar sentidos

Cultura 
é ensinar-lhe sobre as coisas da natureza
Sabedoria
é ensinar-lhe sobre a natureza das coisas

Cultura
é ensinar ao menino a ver as horas
Sabedoria 
é ensinar-lhe a aproveitar seu tempo

Cultura
é ensinar-lhe os atalhos do poder
Sabedoria
é ensinar-lhe os longos caminhos da liberdade

Cultura
é ensinar-lhe a trabalhar o corpo
Sabedoria
é ensinar-lhe a salvar a alma

(Moacyr Sacramento, o Moa)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Quarto

O post de hoje é pra refletir e foi retirado do site #EEE.
Me emocionei conforme fui lendo.
Espero que vocês gostem!! (Raquel)

O Quarto





Quero deixar uma palavra que li em um dos meus livros preferidos, Eu disse adeus ao namoro, em que o autor, Joshua Harris, conta sobre um sonho que teve. É um pouco extenso, mas vale muito a pena ler até o final.
Esse trecho é o início do capítulo 7 do livro.
Normalmente eu não compartilho os meus sonhos, mas eu gostaria de falar sobre um que mexeu muito comigo.

Como cristãos, nós “sabemos” certas coisas como “Jesus me ama” e “Cristo morreu pelos pecadores”. Nós já ouvimos estas frases inúmeras vezes, mas a poeira da familiaridade pode ofuscar a glória destas verdades simples. Temos que tirar o pó e nos lembrar do poder que elas possuem, capaz de transformar vidas.

Um sonho que tive numa noite úmida ao visitar um pastor em Porto Rico me fez lembrar destas verdades. Ele resumia o que Jesus Cristo fez por mim e por você.

Eu o compartilho aqui pois precisamos de nos relembrar da graça de Deus, após um capítulo sobre a importância de lutar pela pureza. Para alguns, inclusive eu, uma discussão so­bre a pureza é um exercício de remorso – ela nos lembra da nossa impureza e das vezes em que falhamos.

Talvez você tenha estragado tudo. Talvez você reflita nas ações passadas e estremeça de remorso. A pureza parece ser uma causa perdida. Este sonho, chamado de “O Quarto”, é dedicado a você.

O quarto

Naquele estado entre estar acordado e estar sonhando, me encontrei em um quarto. Não havia nada que chamasse a atenção exceto por uma parede coberta de arquivos de gaveta com fichas. Eles eram como aqueles de biblioteca que listam os livros por autor ou assunto em ordem alfabética. Mas estes arquivos, que iam do chão ao teto e pareciam não ter fim em cada lado, tinham cabeçalhos muito diferentes. Ao me aproximar da parede de arquivos, o primeiro a me chamar a atenção foi um intitulado “Garotas de quem eu gostei”.

Eu o abri e comecei a passar o olho nas fichas. Rapidamente eu fechei a gaveta, chocado pelo fato de reconhecer os nomes que estavam escritos em cada ficha.
E então sem ninguém me contar, eu soube exatamente onde estava. Este quarto sem vida com os seus pequenos arquivos era um sistema de catalogação da minha vida. Aqui estavam anotadas as ações de cada momento meu, grande ou pequeno, com um detalhe que a minha memória não poderia igualar.

Fui tomado por uma sensação de admiração e curiosidade, acompanhada de horror, quando comecei a abrir arquivos aleatoriamente e explorar os seus conteúdos. Alguns me trouxeram alegria e agradáveis memórias; outros uma sensação de vergonha e arrependimento tão intensa que até olhava por cima do ombro para ver se havia alguém observando.

Um arquivo chamado “Amigos” estava ao lado de um marcado “Amigos a quem traí”. Os títulos variavam de mundano até os mais esquisitos. “Livros que eu li”, “Mentiras que contei”, “Conforto que ofereci”, “Piadas de que eu ri”.

Alguns eram até hilariantes na sua exatidão: “Coisas que gritei contra os meus irmãos.” De outros eu não pude rir: “Coisas que fiz movido pela raiva”, “Coisas que murmurei contra meus pais.”
Eu sempre ficava surpreso pelo conteúdo. Frequentemente havia muito mais fichas do que eu esperava. Algumas vezes havia menos do que eu desejava. Fui esmagado pelo volume completo de vida que havia vivido. Haveria a possibilidade de eu ter tido o tempo nos meus vinte anos de escrever cada uma destas milhares, possivelmente milhões, de fichas? Mas cada ficha confirmava esta verdade. Cada uma delas estava escrita com a minha própria caligrafia. Cada uma assinada com a minha assinatura.

Quando eu abri o arquivo chamado “Canções que ouvi”, eu me dei conta de que os arquivos cresciam em profundidade para caber o seu conteúdo. As fichas estavam guardadas bem apertadas, e ainda assim ao final de dois ou três metros, ainda não tinha chegado ao fundo da gaveta. Eu a fechei, envergonhado, nem tanto pela qualidade da música, mas pela enorme quantidade de tempo que eu sabia que aquele arquivo representava.
Quando cheguei a um arquivo chamado “Pensamentos Impuros”, senti um frio correr pelo corpo. Abri o arquivo apenas uns dois centímetros, sem querer testar o seu tamanho. Arrepiei com o conteúdo detalhado. Me senti mal só de pensar em que um momento como aquele tinha sido registrado.

De repente senti uma raiva quase animal. Um pensamento dominava a minha mente: “Ninguém jamais deverá ver estas fichas! Ninguém jamais deverá ver este quarto! Tenho que destruí-las!”
Com uma fúria insana puxei o arquivo para fora. O seu tamanho não importava agora. Eu tinha que esvaziá-lo e queimar as fichas. Mas ao pegar o arquivo numa ponta e batê-lo no chão, não consegui deslocar nenhuma ficha. Fiquei desesperado e tirei uma ficha, apenas para descobrir que ela era forte como o aço quando tentei rasgá-la. Derrotado e absolutamente desamparado, guardei o arquivo no seu lugar.

Apoiando a testa contra a parede, soltei um longo suspiro de autocomiseração. E então eu o vi. O título dizia: “Pessoas a quem compartilhei o evangelho.” O puxador estava mais brilhante que aqueles ao seu redor, mais novo, quase sem uso. Eu puxei a gaveta e saiu na minha mão uma pequena caixa de no máximo oito centímetros de comprimento. Eu podia contar as fichas em uma mão.

E então vieram as lágrimas. Comecei a chorar. Os soluços eram tão profundos que a dor começava no estômago e me sacudia todo. Caí de joelhos e chorei. Gritei sem constrangimento, por causa da esmagadora vergonha de tudo aquilo. As fileiras de gavetas dos arquivos giravam em meus olhos cheios de lágrimas. Ninguém jamais deveria saber deste quarto. Eu devia trancá-lo e esconder a chave.

Mas então, ao limpar as lágrimas, eu O vi. Não, por favor, Ele não. Não neste lugar. Qualquer um, menos Jesus.

Eu assistia, sem poder fazer nada, enquanto ele começava a abrir os arquivos e ler as fichas. Eu não aguentava ver a Sua reação. E nos momentos em que consegui olhar na sua face, eu vi uma tristeza mais profunda do que a minha. Parecia que Ele intuitivamente ia para as piores caixas. Por que Ele tinha que ler cada uma delas?

Finalmente Ele se virou e me olhou lá do outro lado do quarto. Ele olhou para mim cheio de compaixão nos olhos. Mas esta era uma compaixão que não me deixou irado. Abaixei a cabeça, cobri o meu rosto com as mãos e comecei a chorar de novo. Ele se aproximou e colocou o Seu braço em volta de mim. Ele poderia ter dito tantas coisas. Mas não disse uma palavra. Apenas chorou comigo.

Depois Ele se levantou e voltou para a parede de arquivos. Começando em uma ponta do quarto, ele tirou um arquivo e, de um em um, começou a assinar o Seu nome em cima do meu em cada cartão. “Nãaaaao” eu gritei, correndo em sua direção. Tudo que consegui dizer foi: “Não, não” enquanto tirava a ficha da sua mão. O nome Dele não deveria estar nestas fichas. Mas lá estava ele, escrito em vermelho tão rico, tão escuro, tão vivo. O nome de Jesus cobria o meu. Estava escrito com o Seu sangue.

Ele delicadamente pegou a ficha de volta. Ele sorriu um sorriso triste e continuou a assinar as fichas. Acho que jamais compreenderei como Ele o fez tão rapidamente, mas no próximo instante parecia que Ele fechava o último arquivo e voltava para o meu lado. Ele colocou a sua mão no meu ombro e disse:

“Está consumado!”

Me levantei, e Ele me guiou para fora do quarto.
Não havia tranca na porta. Ainda havia fichas a serem preenchidas.



Para pecadores como você e eu, existe uma boa notícia: Cristo pagou a nossa dívida. Ele cobriu o nosso pecado com o Seu sangue; Ele se esqueceu do passado. A pureza começa hoje. “Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e revistamo-nos da armadura da luz.” (Rm 13:12) Reconhecidamente alguns terão mais para deixar de lado do que outros – mais memórias, mais sofrimentos, mais desgosto. Mas o passado não precisa determinar o futuro. Nós temos escolhas neste momen­to sobre como viveremos. Será que vamos colocar o nosso co­ração em Deus e andar em Seus caminhos? “Comportemo-nos com decência,” continua a passagem de Romanos, “…não em orgias e bebedeiras… Pelo contrário, revistam-se do Senhor Je­sus Cristo e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.” (Rm 13:13-14)

Nenhum de nós pode se apresentar diante de Deus completamente puro. Todos somos pecadores. Mas independente de quão imundos sejam os trapos da nossa violação, em um momento de verdadeira entrega, o coração voltado para Deus perde a sua impureza. Deus nos veste na retidão de Cristo. Ele não vê mais os nossos pecados, Ele transfere a pureza de Jesus para nós. Então se veja como Deus o vê – vestido de branco radiante, puro, justificado.

Talvez você tenha um momento específico na memória que continua a atormentá-lo, algo que faz com que não se sinta merecedor do amor e perdão de Deus. Não permita que o passado seja vencedor. Esqueça-o. Não fique revivendo aquele momento ou outros como aquele. Se você se arrependeu de todos aqueles comportamentos, Deus prometeu que não mais se lembraria deles (Hb 8:12)

Siga em frente. Uma vida de pu­reza o aguarda.



Super recomendo a leitura desse livro! Eu disse adeus ao namoro, de Joshua Harris, da editora Atos.

Com amor
Pati Geiger


Escrito por Pati Geiger no dia 08 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tuas Cartas

Tenho um tio que é poeta.
E como ele publicou um livro de poesias, quero compartilhar uma delas com vocês.
Espero que gostem! (: 

Tuas Cartas


São sempre revestidas de ternura
e refletem os mais puros sentimentos.
Falam de amor, enfim, de coisas belas,
são companheiras de todos os momentos...

Quando as recebo, quanta emoção!
Relembro tuas mãos, o teu olhar.
Quando as leio; quanta saudade!
Meus olhos não se cansam de chorar.

Tuas cartas são as mais sinceras,
pois falam de ti, dos teus anseios...
A menor frase ou a mais singela,
sustenta o fulgor dos teus enleios

São belas e puras tuas cartas meigas.
Harmoniosas como um brando arpejo.
Tuas palavras são as mais floridas,
e refletem a doçura do teu beijo...

Moysés Barbosa

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

E Que Venha 2013!

O post de hoje foi feito por mim.
É um post de despedida, afinal hoje é o último dia de 2012 né?
Espero que vocês gostem!

E que venha 2013!



Comecei o ano de 2012 chorando. Chorando? Como assim??
2011 foi um ano difícil e conturbado pra mim. No dia 1° de janeiro desse ano, percebi que se realmente quisesse mudanças, teria que fazer escolhas e naquele momento percebi que tinha, e resolvi, virar a página. E super valeu a pena ter começado um novo capítulo em minha vida.
Pude participar de trabalhos e projetos que antes nem passavam pela minha cabeça, assumi novas responsabilidades, fiz novas amizades e estreitei laços com as mais antigas.
Me senti querida e abraçada por várias pessoas, tanto as do meu cotidiano quanto dos irmãos em Cristo.
2012 foi o ano em que passei por uma pequena greve no meu último período da faculdade, mas consegui concluir. \o/
Me encantei por algumas pessoas e me decepcionei com outras... Por mais que tente não esperar demais das pessoas, no fundo sempre esperamos o melhor delas. Pude presenciar a união de pessoas queridas através dos votos que fizeram uns com os outros, e perceber que cheguei aos 20 anos diferente daquela dos 15.
Passar pela data 21/12/12 e comprovar mais uma vez a magnitude de Deus , pois quando Ele vier não anunciará a Sua vinda. Portanto, devemos estar preparados queridos!
Conheci lugares lindos, uns feitos por homens e outros pelas mãos do Criador; estes por sua vez são de tirar o fôlego!
Hoje é o último dia do ano. Não tenho que reclamar do ano que tive, só agradecer. Tive lutas e dificuldades sim, mas foram tão pequenas que nem merecem ser lembradas.
Comecei meu 2012 com lágrimas escorrendo pelo meu rosto e estou terminando esse mesmo ano com um sorriso grande e largo por ter sido uma ótima fase em minha vida.
Obrigada pelo apoio e carinho de todos os que fizeram meu 2012 mais bonito e colorido.
E que venha 2013!!

Raquel Lobo

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Por Que As Pessoas Gritam Quando Brigam?


O post de hoje é reflexivo.
Espero que vocês gostem.  (Raquel)

Por Que As Pessoas Gritam Quando Brigam?



Um dia, um mestre indiano, preocupado com o comportamento dos seus discípulos, que viviam aos berros uns com os outros, fez a seguinte pergunta:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ou quando não se entendem?

- Gritamos porque perdemos a calma – disse um deles.

- Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – questionou novamente o pensador.

- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça – retrucou outro discípulo.

O mestre volta a perguntar:
- Não é possível falar com a outra pessoa em voz baixa?

Os alunos deram várias respostas, mas nenhuma delas convenceu o velho pensador, que esclareceu:
- O fato é que quando duas pessoas gritam é porque, quando estão aborrecidas, seus corações estão muito afastados. E, para cobrir esta distância, precisam gritar para que possam escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão de gritar, para que possam ouvir umas às outras, por causa da grande distância.

E continuou o sábio:
- Por outro lado, quando duas pessoas estão enamoradas, não gritam; falam suavemente. Por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. As vezes, seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, o que basta. Seus corações se entendem. E justamente isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:
- Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará o dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
Nelson Junior

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ofereço-lhes estas páginas...


"O homem constrói casas porque está vivo, mas escreve livros porque sabe que é mortal.
Vive em grupos porque é gregário, mas lê porque sabe que está sozinho.
(...) De modo que nossas razões para ler são tão estranhas como nossas razões para viver. E a ninguém se concedeu poder para nos pedir contas sobre essa intimidade.
Os poucos adultos que me fizeram ler sempre se apagaram diante do livro e se abstiveram de me perguntar o que eu havia entendido. Para eles, claro, eu falava de minhas leituras.
Vivos ou mortos; ofereço-lhes estas páginas".
(Daniel Pennac)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Cara

Gosto das músicas do Roberto, boa parte delas são voltadas aos corações apaixonados
O post de hoje é sobre uma das músicas dele que muito tenho ouvido falar nos últimos tempos: 'Esse Cara Sou Eu' . (A novela não tem nada a ver com isso né? Hahaha)
Os homens não concordam e as mulheres suspiram por esse tão sonhado (e desejado) cara.


'O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você
E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama..' (Esse Cara Sou Eu - Roberto Carlos)


O Cara 


Já vi algumas críticas detalhadas sobre esse música, e sinceramente, quem as escreveu não consegue entender o autor da música. Você deve estar pensando:
- Ah, que coisa mais idealizadora Raquel!
Na verdade, acredito que esse cara exista. Aliás, há vários 'caras' por aí.Não digo que eles tenham todas as qualidades descritas na música, mas uma ou algumas delas, com certeza.
Acredito que por conta dessa(s) qualidade(s) uma mulher apaixonada sorri ao pensar no seu amado, quando ouve essa música. Ele não é perfeito, ele erra, mas todos os defeitos são minimizados quando um pequeno gesto faz toda a diferença.
Aos rapazes (que tanto reclamam do cara da música), por que vocês não tentam ser 'o cara' na vida de alguém?
E meninas, (que não acreditam que ele exista) prestem atenção no seu 'cara' talvez ele não seja o certo pra vocês. #FicaDica
E como há um tempinho já disse aqui, ninguém precisa ser perfeito pra ter um final feliz.
Menos críticas e mais atitudes, porque palavras o vento leva né? (Raquel)